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A MESA DA PALAVRA
Hoje, fala-se muito em "espaço litúrgico” para as celebrações nas nossas igrejas. O ambiente deve favorecer a comunicação de Deus com o seu povo, facilitando a participação ativa deste no mistério celebrado. Deve formar um conjunto harmonioso, digno e funcional.
 

Dentre os elementos do espaço celebrativo, os fundamentais são: o altar, a mesa da Palavra (ambão), o espaço da assembleia e a cadeira da presidência.
Destacamos neste artigo o ambão, de onde "são proferidas somente as leituras, o salmo responsorial e o precônio pascal; também se podem proferir a homilia e a oração dos fiéis”, conforme a Instrução Geral do Missal Romano (IGMR),  número 309.  A mesma Instrução nos diz que "A dignidade da Palavra de Deus requer na Igreja um lugar condigno de onde possa ser anunciada e para onde se volte espontaneamente a atenção dos fiéis no momento da liturgia da Palavra”.
 

A palavra "ambão”  deriva do grego anabaino, que significa "subir”, "estar em posição elevada”, ou "de onde Deus fala”.  É um espaço pleno de sentido simbólico-sacramental, lembrando-nos a presença viva do Senhor que fala ao seu povo. Por isso, é um lugar reservado às leituras bíblicas. Os avisos, comunicados e a direção do canto devem ser feitos em outra estante, de preferência do lado oposto ao do ambão.

O Manual de Liturgia II, do CELAM, esclarece bem a questão das duas mesas nas quais Cristo se dá em alimento à comunidade: alimento da Palavra e alimento do seu Corpo e Sangue. Citando a Ordem das Leituras da Missa (OLM), assim se expressa: "Na nave da Igreja, deve haver um lugar elevado, fixo, dotado da adequada disposição e nobreza, de modo a corresponder à dignidade da Palavra de Deus e, ao mesmo tempo, recordar com clareza aos fiéis que na missa lhes é preparada a dupla mesa da Palavra de Deus e do Corpo de Cristo; esse local deve colaborar o melhor possível, durante a liturgia da Palavra, para a audição e atenção por parte dos fiéis”. O ambão é a mesa da Palavra, assim como o altar é a mesa da Eucaristia, o que requer uma harmonia entre ambos. É aconselhável que haja um único ambão, visualmente diferente da estante de avisos, e que nesse lugar os ministros e leitores sejam vistos e ouvidos claramente pela assembleia.

Com relação ao local do ambão, nossos Bispos dão segura orientação, no Guia Litúrgico-Pastoral, afirmando que "Não há nenhuma norma que estabeleça qual o local mais adequado para o ambão. A sensibilidade litúrgica aliada à estética fará encontrar o melhor lugar para situá-lo. Algumas Conferências Episcopais incentivam que se pense o ambão também fora do presbitério, próximo da assembleia, como testemunha a tradição litúrgica”. Concluem ainda que é de "suma importância recuperar a identidade deste ‘lugar’ do anúncio da Palavra dentro do espaço celebrativo.”

Tal é a importância do ambão, que os bispos orientam a que haja "espaço suficiente para um belo candelabro e, se for oportuno, em algumas circunstâncias, um arranjo floral. Em outras oportunidades se pode também colocar a Menorá (candelabro de sete braços)”, conforme o Guia Litúrgico-Pastoral. São ornamentações festivas e de bom gosto que destacam, com beleza, o lugar da Palavra. E que esta, ao ser proclamada na Liturgia, realize a nossa transformação pascal!



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